Domingo, 17 de Dezembro de 2017

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Profissão Professor: Aprender a Aprender PDF Imprimir
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     Vivemos em um mundo de mutações e transformações diárias, em que somos avassalados por informações novas e intrigantes.
    Como o professor deverá encarar este novo desafio? Ao longo dos últimos anos, a Educação brasileira passou por processos desafinados com as tendências contemporâneas mundiais. O arranjo tecnicista e industrial do mundo passou para a valorização das informações e da cognição. A formação da grande rede de informações como a Internet, sem fronteiras e supranacional é um exemplo da informação globalizada, que cresce a taxas exponenciais.
     Neste novo contexto, o professor deve ter a sensibilidade de como a tecnologia digital irá auxiliá-lo no processo ensino-aprendizagem. Deverá analisar a acessibilidade dos alunos às formas de novas mídias.
     Devemos observar o que os jovens fazem no computador e o que mais os satisfazem. O mouse e o teclado são as principais interfaces com a máquina. Percebe-se a satisfação quando dá-se a possibilidade do operador descobrir uma informação que ele mesmo solicitou.
     A proliferação dos blogs e sites de relacionamentos mostram que os estudantes apreciam ver seus nomes divulgados na rede e que têm ânsia pela velocidade em que se processam as informações. Os jovens necessitam que o professor utilize tecnologias digitais que possibilitem o aprendizado empírico e exploratório, como por exemplo, saber sua localização exata no planeta Terra ou mesmo no universo.
     Tradicionalmente, o professor sempre é o principal agente do ensino que mais se expressa, mas deve-se também dar a oportunidade do aluno expressar-se de sua maneira. Isso a possibilitará o entendimento do seu valor como agente intelectual, transcendendo qualquer limitação própria.
     Com a queda de fronteiras geográficas e o acesso às culturas globais, o estudante desempenhará papel fundamental na transformação do novo professor, que deverá enxergar com outros olhos o processo de ensino-aprendizagem. Se isto não se parece nada com o que é realizado hoje nas aulas, o professor deverá reavaliar seus conceitos conteudistas e entender que a tecnologia não será uma solução e sim uma ferramenta.
     Podemos exemplificar o uso do Google Earth pelos professores para mostrar o planeta Terra aos seus alunos. O interessante é que várias disciplinas poderão compartilhar as mesmas informações, ou seja, tornar a atividade interdisciplinar e temática. Um software de planilhas como o Excel®, poderá ser usado para construção e análise de gráficos que serão compartilhados com a Matemática e a Geografia.
     Resumindo, o novo professor deverá fazer da tecnologia digital a exacerbação do sentido de exploração do conhecimento e do culto ao aprendizado.