Domingo, 17 de Dezembro de 2017

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Hiroshima: 65 anos PDF Imprimir
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    Após o ataque a Pearl Harbor, em 1941, os Estados Unidos oficializaram a sua entrada na Segunda Guerra Mundial junto às Forças Aliadas. Em 1945, dos países que formavam o Eixo, a Alemanha e a Itália foram derrotados e sucumbiram à rendição na Europa.
    A dificuldade estava na Ásia, com a insistência do Japão em levar adiante sua expansão. Para por fim à Guerra e para evitar um número de baixas de grandes proporções com a invasão do território japonês, os EUA optaram por uma arma jamais utilizada sobre humanos. 
    Às 8h15 do dia 6 de agosto de 1945, uma luz de grande intensidade brilhou extraordinariamente sobre a cidade. Foi lançada de um avião B-29, o “Enola Gay”, a primeira bomba atômica de urânio 235 sobre uma cidade.
    – Meu Deus! O que fizemos? – foi o comentário de um dos tripulantes ao lançar sobre Hiroshima o Little Boy com 20 quilotons*. Um imenso cogumelo atômico surgiu sobre a cidade anunciando a morte imediata de 70 mil pessoas. Mais de 140 mil morreriam até 31 de dezembro daquele ano.
    Em seguida, a sensação da noite foi sentida em plena manhã de verão, em virtude da escuridão criada pela nuvem radioativa que pairava sobre a cidade.
    Como se não bastasse, precipitou-se em seguida uma chuva pesada com gotas anormalmente grandes (black rain) e Hiroshima foi mais uma vez devastada por um turbilhão que espalhou a poeira atômica pela região.
    O desconhecimento sobre a dimensão dos estragos e a quantidade de feridos levou a população ao caos. O socorro às vítimas só foi possível com a ajuda de profissionais de outras cidades, tal a dimensão da destruição. Podiam-se ver corpos carbonizados, pessoas mutiladas e com vísceras à mostra. Mal sabiam os sobreviventes, os hibakushas, que todos eles levariam em seus corpos as consequências da alta dose de radiação a que foram expostos.
    Apesar do alto poder bélico, três dias após, em 9 de agosto de 1945, às 11h02, a tragédia repetiu-se no Japão. O B-29 “Bockscar” lançou sobre Nagasaki o Fat Man, outra bomba atômica; diferentemente da primeira, esta era de plutônio 239, com 22 quilotons*. A população menor e os acidentes de relevo acabaram por minorar as vítimas em Nagasaki: cerca de 39 mil morreram instantaneamente e 74 mil até o fim daquele ano.
    Em 14 de agosto de 1945, a voz monótona do Imperador Hiroíto, que, pela primeira vez na história, falava a uma estação de rádio e anunciava a rendição do Japão.

    (*) 1 quiloton equivale a mil toneladas de TNT (dinamite).